Alguns pais de alunos que passaram o final de semana em uma fila na frente do Colégio Estadual Olympia Moraes de Tormenta, na zona norte de Londrina, voltaram para casa ontem revoltados, sem conseguir a vaga para os filhos. A escola ofereceu 305 vagas para estudantes dos ensinos fundamental e médio, exceto para 7ª e 8ª séries. Pais que esperavam conseguir vagas nessas duas séries não se conformaram em ter que matricular os filhos em escolas distantes de suas casas. Os pais começaram a a ir para a frente do estabelecimento de ensino na sexta-feira à noite e ontem, dia da matrícula, cerca de 200 pessoas se aglomeraram no local.
A dona de casa Luiza Maria da Silva Matos, veio de São Paulo há um mês e mudou-se para uma residência localizada em uma rua atrás da escola. Mesmo comprovando o endereço e com a transferência dos filhos em mãos, ela não foi atendida.
Segundo Luiza, no final de semana uma funcionária do colégio informou que não havia vagas disponíveis para a 7ª e 8º. Ainda assim, a funcionária teria dito a ela que procurasse a escola ontem. ‘‘Garantiram que eu conseguiria a matrícula’’, reclamou. Faltou também vaga para alunos do 1º ano do ensino médio. O colégio ofereceu 38 vagas, que se esgotaram rapidamente.
Mais sorte teve o motorista João Bosco, que conseguiu transferir a filha, matriculada em outra escola na 5ª série. Na opinião dele, a secretaria e estadual de Educação faz o planejamento dos locais onde os alunos devem estudar, sem conhecer o bairro em que eles residem. O Núcleo Regional de Educação de Londrina, segundo Bosco, deveria ser mais cuidadoso nesse procedimento. ‘‘Se não funciona, que feche as portas.’’
O diretor do colégio, Antônio Marcos Rodrigues Gonçalves, informou que as vagas para as 7ª e 8ª séries foram preenchidas com os alunos do próprio estabelecimento. Segundo ele, os pais não precisavam ter ficado na fila porque o Estado garante vagas para todos. ‘‘Se não tem lugar aqui tem em outras escolas tão boas quanto essa’’, argumentou.
Gonçalves acredita que o trabalho pedagógico, a localização e as dependências físicas sejam os fatores que levaram os pais a darem preferência ao colégio, que deve funcionar com 2,7 mil alunos. Ainda segundo o diretor, os pais que não conseguiram matricular os filhos podem ir tentando a transferência ao longo do ano letivo, que começa em 20 de fevereiro.
A chefe do Núcleo, Sandra Regina do Amaral, estava participando de uma reunião à tarde e não pôde atender à reportagem.

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