Pais vão buscar saída para crise em escola
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de novembro de 1998
Lúcio Horta 
Os pais de alunos do Colégio Canadá, de Londrina, decidiram ontem de manhã, em assembléia, formar uma comissão para discutir e tentar encontrar alternativas para superar a crise financeira que atingiu a instituição. Vamos marcar uma nova reunião com a direção e tirar um cronograma de prioridades. Queremos ajudar o colégio, explicou Marta Martins, uma das mães de alunos.
A assembléia, que foi convocada pelos professores e reuniu mais de 200 pessoas, foi tumultuada. A principal dúvida era em relação ao futuro da escola: na semana passada, todos os cerca de 130 professores e funcionários receberam aviso prévio, que vence no próximo dia 23, antes do final do ano letivo. Até agora, no entanto, não foram procurados para negociar.
O diretor do colégio, Daniel Hatti, reafirmou que as aulas irão prosseguir normalmente até o vestibular e que a escola não vai fechar, como chegou a ser divulgado. Para isso, ele disse, a escola vai recontratar os professores que querem permanecer na instituição e substituir os que querem sair. A idéia é fazer renascer a escola, disse. E vou repetir: o colégio vai cumprir o calendário estabelecido.
Daniel Hatti justificou a crise pelo alto índice de inadimplência. Segundo ele, a escola tem para receber mais de R$ 800 mil, acumulados nos últimos cinco anos. Somente com salários, o colégio gasta aproximadamente R$ 60 mil por mês, enquanto que neste período a arrecadação tem sido de apenas R$ 48 mil.
O diretor também não soube avaliar precisamente a dívida da escola, mas estima que, apenas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a dívida ultrapasse R$ 1 milhão. Sobre a idéia dos pais, de tentar ajuda a encontrar alternativas para o colégio sair da crise, ele afirmou: A idéia é ótima. A educação tem que ser feita com escola e pais unidos. E os pais podem até pressionar aqueles que estão inadimplentes.


