Os pais de alunos do Colégio Canadá, de Londrina, decidiram ontem de manhã, em assembléia, formar uma comissão para discutir e tentar encontrar alternativas para superar a crise financeira que atingiu a instituição. ‘‘Vamos marcar uma nova reunião com a direção e tirar um cronograma de prioridades. Queremos ajudar o colégio’’, explicou Marta Martins, uma das mães de alunos.
A assembléia, que foi convocada pelos professores e reuniu mais de 200 pessoas, foi tumultuada. A principal dúvida era em relação ao futuro da escola: na semana passada, todos os cerca de 130 professores e funcionários receberam aviso prévio, que vence no próximo dia 23, antes do final do ano letivo. Até agora, no entanto, não foram procurados para negociar.
O diretor do colégio, Daniel Hatti, reafirmou que as aulas irão prosseguir normalmente até o vestibular e que a escola não vai fechar, como chegou a ser divulgado. Para isso, ele disse, a escola vai recontratar os professores que querem permanecer na instituição e substituir os que querem sair. ‘‘A idéia é fazer renascer a escola’’, disse. ‘‘E vou repetir: o colégio vai cumprir o calendário estabelecido.’’
Daniel Hatti justificou a crise pelo alto índice de inadimplência. Segundo ele, a escola tem para receber mais de R$ 800 mil, acumulados nos últimos cinco anos. Somente com salários, o colégio gasta aproximadamente R$ 60 mil por mês, enquanto que neste período a arrecadação tem sido de apenas R$ 48 mil.
O diretor também não soube avaliar precisamente a dívida da escola, mas estima que, apenas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a dívida ultrapasse R$ 1 milhão. Sobre a idéia dos pais, de tentar ajuda a encontrar alternativas para o colégio sair da crise, ele afirmou: ‘‘A idéia é ótima. A educação tem que ser feita com escola e pais unidos. E os pais podem até pressionar aqueles que estão inadimplentes.’’

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