País tem que triplicar número de doadores
Em todo o Brasil são cerca de três mil profissionais capacitados para entrevistar as famílias nos hospitais e propor a doação do órgãos. Segundo o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, Roberto Soares Schlindwein - que esteve presente à solenidade de formatura do Curso de Capacitação realizado na Santa Casa - um dos principais desafios do País para diminuir a fila de espera por órgãos para transplante é a melhor organização e padronização das rotinas das equipes dentro dos hospitais. ''Toda uma estrutura tem que ser mobilizada para viabilizar a doação. Problemas logísticos, como laboratórios que não funcionam em horários críticos e nos finais de semana, não podem impedir o processo'', argumentou Schlindwein.
Segundo o coordenador, em 2006 o Brasil captou 15 mil córneas, das quais cerca de 10 mil foram transplantadas. O problema é que mais de 12 mil novos pacientes entram na fila de transplante por ano. ''O Brasil teria que, no mínimo, triplicar o número de doadores'', estima. No ano passado houve 1,1 mil doações efetivas de órgãos, quando o ideal é que este número chegasse a 4 mil. Este número não representa nem a metade do número de mortes encefálicas registradas nos hospitais. ''A estimativa é de aproximadamente 9 mil (mortes encefálicas) por ano'', informa o representante do Ministério da Saúde. (S. L.)





