O anel de formatura do tipo clássico é caracterizado pelo emblema nas laterais e a pedra central da cor do curso. De acordo com empresa especializada Só anéis, o anel é sempre feito em ouro, metal que simboliza a divindade e a eternidade da sabedoria. O anel da Medicina, por exemplo, tem como emblema uma cobra de cada lado e uma esmeralda no meio.
Os formandos das carreiras ligadas à saúde ostentavam a pedra verde porque a pedra foi usada pelo imperador romano Julio César e simboliza a arte da cura. Reza a lenda que o imperador, epilético, possuía a pedra o tempo todo por acreditar que ela suavizava seus ataques.
Já os formandos de Direito (e de Jornalismo) usavam o rubi porque, na Grécia antiga, a arte da oratória era muito prezada e a pedra vermelha, rara, era o reconhecimento às pessoas capazes de se comunicar. Nas carreiras de Administração, Arquitetura ou Engenharia, ligadas às ciências exatas, a safira azul remetia a significados como a exatidão e a verdade de propósitos.
Isabel Diez, proprietária da joalheria Diez e Diez, porém, ressalta o significado afetivo atribuído ao anel. ''O anel com o emblema parece um anel só de trabalho, então mudou o conceito. Para os homens, fazemos uma plaqueta com a pedra e o símbolo e para o público feminino, um anel mais discreto e trabalhado, com brilhantes, para a cliente também usá-lo em outras ocasiões'', explica.
De acordo com Isabel, hoje existe uma gama de modelos, formatos e pedras diferentes. ''Antigamente eram apenas dois modelos tradicionais, o masculino e o feminino'', recorda-se. Ela contou que é muito raro alguém procurar um anel do tipo clássico. A demanda pelo produto na joalheria é restrita ao curso de Direito e geralmente são os pais que procuram para presentear os filhos. ''Às vezes as mulheres ganham o anel de formatura dos pais, mas não o típico anel, com o emblema, tradicional. Antes, havia um padrão bem definido e hoje a saída dos anéis de formatura é bem menor'', finalizou. (L.M.)

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