Curitiba Pais, alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Professora Iara Bergmann, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, voltaram ontem a protestar contra a superlotação. Cerca de 2,3 mil alunos dos ensinos fundamental e médio estão matriculados no colégio, que tem apenas 19 salas de aula. O protesto começou logo cedo no pátio interno do colégio e foi interrompido por volta das 10 horas quando representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seed) convocaram uma reunião com os manifestantes.
A construção de uma nova escola na região - principal reivindicação dos manifestantes - foi prometida pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar). Segundo nota divulgada pela assessoria da Seed no final da tarde, estão sendo feitas negociações entre a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohapar) e a Fundepar para que seja liberado um terreno próximo à Vila Sambaqui.
''Se não tivermos uma resposta concreta, pretendemos acampar na Fundepar na próxima semana'', afirmou Leonice Aparecida da Silva, 36 anos, mãe de um dos estudantes do colégio.
Para manter os alunos no colégio, foi criado mais um turno - cumprido pelos alunos da 5 série. Os quatro turnos são distribuídos das 7h às 11h, das 11h às 14h30, das 14h30 às 18h30 e das 19h às 22h45. ''Foi preciso criar mais um turno para que as salas não ficassem superlotadas. Mas agora temos problemas com falta de funcionários'', explicou o diretor do colégio, Paulo Ferreira.
Durante a reunião, a Seed prometeu a contratação de quatro funcionários para serviços gerais. Mas informou que mais funcionários para as áreas administrativa e de pedagogia só poderão ser contratados após o fim dos prazos estabelecidos pelos concursos públicos. O colégio conta atualmente com cerca de 70 professores e 30 funcionários.

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