Pais podem participar das brincadeiras
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL) há um programa de extensão, a Ludoteca, que tem como objetivo porporcionar o acesso da criança ao brinquedo e à brincadeira. Para a coordenadora do programa, a psicóloga Maria Cristina do Valle, o importante é deixar a criança criar e soltar a imaginação. ''Qualquer objeto a criança transforma em lúdico, até uma tampinha de garrafa'', salientou.
Maria Cristina destacou que no período de férias é importante desvincular a criança de compromissos, deixando-a mais solta, mas sem esquecer de cumprir regras já estabelecidas, como horário de banho e almoço. Ela apontou também que as colônias de férias têm um grande benefício que é o de resgatar brincadeiras tradicionais. ''Não que o videogame e o computador sejam de todo mal, mas a criança acaba se dedicando só a essas atividades'', observou.
Outro ponto abordado por Maria Cristina é a importância dos pais participarem das brincadeiras. ''O contato do pai com a criança é sempre importante e na brincadeira isso é melhor porque eles estão mais relaxados, o que facilita a interação'', afirmou. Segundo ela, os adultos deveriam se dedicar mais a atividades lúdicas, o que diminuiria o estresse.
Mesmo com o fim das férias, essas atividades devem continuar. Para Maria Cristina, as escolas deveriam unir o lúdico ao aprendizado. ''Existe uma concepção de que escola é uma coisa séria e na verdade o lúdico precisa estar lá para a criança aprender brincando'', defendeu.





