Cerca de 120 pais e responsáveis por alunos que moram nas proximidades do Colégio Estadual Olympia Moraes de Tormenta, no Conjunto Maria Cecília, zona norte de Londrina, passaram três dias na fila (sábado, domingo e ontem) para garantir a matrícula na 5 série do ensino fundamental e na 1 série do ensino médio. ''Os pais foram para a fila para não correr o risco de perder a vaga'', criticou, indignada, a dona de casa Heloísa Oliveira de Souza, mãe do estudante Eric Manoel de Souza, 10 anos.
Para ela, o mapeamento dos alunos que moram próximos ao colégio, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), não foi seguido à risca pelo Núcleo Regional de Ensino (NRE), em Londrina. ''Há dois anos, quando o próprio colégio organizava a matrícula, não havia problemas e nem filas'', disse. Eric teve a vaga garantida porque desde sábado Heloísa revezou espaço na fila com duas vizinhas. No ano passado, o problema foi semelhante. No dia da matrícula, na mesma época, cerca de 200 pessoas se aglomeraram em frente à escola.
O chefe do NRE, Rony dos Santos Alves, admitiu que ''houve um pequeno problema'', mas ressaltou que não há falta de vagas em Londrina. Ele explicou que os pais que passaram o fim de semana na fila foram aqueles que receberam uma carta do Núcleo dizendo onde o filho deveria estudar e que não era no Olympia Moraes de Tormenta. Também houve problemas na Escola Estadual Adélia Dionísia Barbosa, no Conjunto Parigot de Souza (zona norte).
Com a senha de número 32 nas mãos desde sábado, a dona de casa Olga Carreiro Barwick, 69 anos, conseguiu transferir a bisneta Talita Ariadne de Faria, 10 anos, do Colégio Lauro Gomes para o Olympia Moraes de Tormenta.
Hoje, de acordo com o chefe do Núcleo, ainda existem 12.881 vagas à disposição nos colégios estaduais de Londrina. Até agora já foram matriculados um total de 52.648 estudantes. Ao todo, este ano, a oferta de matrículas chega a 65.529 vagas.

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