Pais não tiram crianças da cena do crime
''A banalidade começa em casa'', o desabafo é do perito Luís Noboru Marukawa, da Polícia Científica, que se irritou com a presença de crianças no local onde foi encontrada uma das pessoas assassinadas, ontem de manhã, na zona norte. A maioria das crianças estava acompanhada pelos pais. A presença dos pequenos curiosos é quase que ''comum'', entre as pessoas que param para apreciar o trabalho dos peritos. ''Atitudes como essa fazem com que as crianças cresçam acreditando que os asassinatos são situações naturais'', criticou.
O casal Ivone Rosalina da Silva e João Vargas da Silva, que estavam acompanhdos de quatro crianças (dois filhos, um neto e um sobrinho) justificaram dizendo que não deixavam ''chegar perto''. ''As crianças nem perceberam, estavam mais a fim de brincar com as árvores'', justificou a mãe. Com naturalidade, ela disse não se temer consequências à formação de valores na vida das criança. ''Na TV eles vêem coisas muito pior'', completou.
A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, criticou o comportamento dos pais e apontou que em situações desse tipo o Conselho Tutelar precisa ser acionado para cobrar responsabilidades. ''O impacto (de uma cena de crime) para as crianças é muito grande. Isso nunca vai sair da cabeça delas, ainda que no momento, elas aparentemente não tenham se impressionado'', argumentou. (Colaborou Luciano Augusto)





