País não tem cadastro de desaparecidos
De janeiro a novembro de 2016, a Polícia Civil registrou 59 desaparecimentos de pessoas no Paraná. Em todo o ano passado foram 61. Mas quantas pessoas realmente continuam desaparecidas é uma pergunta que fica sem resposta. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, afirmou que há muitos casos em que os familiares registram o boletim de ocorrência (B.O) do desaparecimento, mas não comunicam quando a pessoa volta para casa.
Em Londrina, os B.O. são feitos em qualquer distrito policial. A intenção do delegado-chefe é, futuramente, centralizar os casos na Delegacia de Homicídios. Segundo ele, o perfil dos casos de desaparecidos na cidade é de pessoas que tiveram um desentendimento com os familiares ou envolvimento com drogas.
A dificuldade de ter uma estatística real dos casos é nacional. Não há um cadastro nacional de pessoas desaparecidas atualizado. O que existe é um cadastro de crianças e adolescentes desaparecidos. Criado em 2010, após a aprovação de legislação própria.
O Ministério da Justiça desenvolveu o Sinesp Cidadão, um aplicativo que permite que o cidadão registre o desaparecimento e a polícia tenha acesso em tempo real. Por enquanto, apenas Santa Catarina, Espirito Santo e Sergipe utilizam o aplicativo.
De acordo com o ministério, a intenção é que todos os estados adotem o aplicativo até setembro de 2017 e assim seja criada uma base de dados única. (A.M.P.)





