Quando o susto passa e a criança é recuperada, é necessário saber agir corretamente também diante desta situação. De acordo com Alex Eduardo Gallo, professor de Psicologia da UEL e doutor em violência familiar, o certo é não agradar demais e nem punir. Os pais devem conversar com o filho para saber o motivo que o fez fugir e tentar encontrar uma maneira de não repetir a mesma atitude. ''É fundamental deixar claro que fugir não foi certo e que a criança poderia ter conversado para resolver a situação'', diz Gallo.
Por outro lado, os pais não devem mimar demais porque se o filho perceber que eles têm medo de colocar limites vai chantageá-los ameaçando uma nova fuga. ''Depois de acolher e ouvir a criança, eles devem conversar sobre as consequências do ato e combinar algo para que ela entenda que fez errado. Se tiver a chave de casa, por exemplo, os pais devem tirar'', completa a neuropsicóloga Rosimary Lima Guilherme de Oliveira. (A.V.)

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