Pais largam tudo para dar força aos filhos
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terça-feira, 16 de dezembro de 1997
Curitiba 
Marcelo AlmeidaYeda Moreira, esperando a filha: crochê para acalmar e passar tempoA expectativa da Comissão do Vestibular da UFPR - a redução no número de inscrições no vestibular deste ano pela coincidência de datas com as provas de outras universidades - não foi correspondida. O vestibular 98 da UFPR teve ainda mais candidatos: 7.136 candidatos a mais que em 97. Esse foi um dos motivos que levou a dona de casa Yeda Dressen Moreira a acompanhar a filha Karina, de 17 anos, durante o primeiro dia de provas para Engenharia Química. Aproveito para fazer crochê, que me acalma e passa o tempo, disse.
O capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo Ademar Bisterso disse que a grande concorrência não é motivo de preocupação para a família. O que o levou a acompanhar a filha Carolina nas provas para o curso de Direito foi a distância entre São Paulo, onde mora, e Curitiba. Minha menina se preparou muito bem em São Paulo; tenho certeza que ela vai fazer uma boa prova.
Luís Henrique Dória Guimarães justificou sua presença no local de prova com o companheirismo com o filho Luís Henrique, de 20 anos, que vai tentar uma vaga no curso de Odontologia: Vim dar só um incentivo, porque ele não está nervoso, pois já cursa Educação Física na Universidade Tuiuti.
Ana Rita Brandão resolveu ficar esperando a filha Michela, 19 anos, atendendo a um pedido da filha. Tentando o vestibular de Turismo pela segunda vez, ela acha importante que eu fique. (G.V.)


