Pais lamentam a decisão
A Secretária de Ação Social de Londrina, Marisa Goettel do Nascimento, confirmou que está discutindo com os pais de pacientes atendidos pelo Centrinho uma forma de manter o atendimento às crianças que sofrem de fissura lábio-palatal. ‘‘Estamos nos organizando no sentido de nos estruturar e começar um novo processo’’, afirmou. Mas devido às dívidas da Afilon, associação responsável pelo Centrinho, é necessário que outra entidade assuma o trabalho, explicou a secretária.
O prefeito de Ibiporã, Antônio Nadir Bigati (PMDB), foi informado do fechamento do Centrinho ontem de manhã, pela Folha. Ele disse ter ficado surpreso e se prontificou a colaborar com a entidade para que o trabalho não seja interrompido. ‘‘Precisamos unir forças. Tem muita gente com este problema, é um tratamento caro e demorado’’, reconheceu. Bigati colocou a Secretaria de Saúde de Ibiporã à disposição e propôs até que as cidades beneficiadas estudem um valor a ser repassado por paciente atendido.
Muitos pais lamentavam a decisão da diretoria da Afilon em fechar o Centrinho, que foi criado em Londrina há 11 anos. O mecânico Edemir Gravena, morador da zona oeste, conta que a filha Estephanie frequentou a entidade por 10 anos e que se não fosse a ajuda do Centrinho hoje ela não seria uma garota totalmente recuperada da doença. ‘‘Se fechar, muitas crianças não terão a chance que minha filha teve’’, comentou.
Elizabeth Silva Bovolin, moradora da zona leste, também contava com a ajuda da entidade no tratamento do filho Felipe, de 11 anos. ‘‘Desde que nasceu ele foi atendido no Centrinho e sempre foi realizado um ótimo trabalho’’, frisou. (A.D.C.)

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