''O diagnóstico da perícia técnica no Brasil é uma fotografia triste''. A afirmação foi feita por Marília Rezende Mota, designada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para coordenar o trabalho de estruturação e modernização da perícia no País. Ela esteve, ontem, ministrando palestra sobre o assunto durante o XVII Congresso Nacional de Criminalística.
Marília explicou que a estruturação da perícia técnica está inserida no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), programa lançado recentemente pelo governo federal. Ela acrescentou que para o desenvolvimento dos trabalhos foi firmada uma parceria com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
A coordenadora afirmou que já foi possível identificar a falta de material nos Institutos de Criminalística, a necessidade de capacitação e formação dos peritos e a contratação de outros. Somente no Rio Grande do Sul, existe uma defasagem de quase 2 mil peritos. Em todo interior do RS, há apenas um perito atuando. O estado com maior carência de peritos é São Paulo. Mesmo tendo 1,1 mil ativos, seriam necessários 7.406 para desempenhar o trabalho com regularidade.
De acordo com a Associação Brasileira de Criminalística, o recomendado seria existir um perito para cada grupo de 5 mil habitantes. No RS, há um perito para cada grupo de 132 mil pessoas. No Paraná, existe um para cada grupo de 64 mil pessoas. O Estado conta com 149 peritos. Segundo a entidade, seriam necessários pelo menos 1.913 para atender toda a demanda. (G.A.)

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