Pais e escola reclamam de tratamento em lancheria
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sexta-feira, 09 de outubro de 1998
Paulo WolfgangFernando e Ednéia: constrangimentoOsmani Costa 
O publicitário Fernando Henrique Mella Ribeiro e a sua esposa Ednéia Luzia Murilha Ribeiro, que é psicóloga, estiveram na Redação da Folha, no início da noite de anteontem, para denunciar que suas filhas - Ananda e Isabela, gêmeas de cinco anos - foram humilhadas e ridicularizadas, na tarde de quinta-feira, por gerentes da lancheria do Mc Donalds da Avenida Higienópolis (área central de Londrina).
Segundo os pais, as meninas foram impedidas à força de entrar em um brinquedo porque estariam medindo acima da altura permitida, que é 1,20 metro. Ananda e Isabela foram passear e brincar na lancheria em comemoração à Semana da Criança, juntamente com outros 46 alunos e seis professoras da pré-escola particular Alternativa.
Nossas filhas não medem mais que 1,20 metro. O gerente, que disse se chamar Honda, as puxou bruscamente pelos braços. As meninas começaram a chorar, mas o gerente continuou gritando de maneira grosseira, absurda. Ele expôs as crianças a uma situação humilhante, ridícula, afirma Ednéia. Ela e o marido garantem que vão tomar as medidas judiciais cabíveis para que o Mc Donalds seja responsabilizado e repare o crime cometido. Ontem, o casal procurou o Conselho Tutelar da Infância e Juventude para oficializar a denúncia.
A diretora da escola Alternativa, Patrícia de Andrade, que acompanhava as crianças no passeio, confirma que os gerentes da lancheria foram grosseiros e impuseram uma humilhação às meninas e toda a turma. Eram dois gerentes. Eles foram mal educados e grossos. Um deles, chamou o nosso cinegrafista - que estava gravando para montar um clip de final de ano - para brigar; e ameaçou chamar a Polícia se não desligasse a câmera. Foi um absurdo tão grande, que tivemos que levar as crianças de volta à escola antes de terminado o tempo da recreação, ressalta a diretora.


