Ser pai não é um tarefa nada fácil. Mas apesar do árduo trabalho, a recompensa é ver os pequenos crescendo saudáveis e felizes. Neste Dia dos Pais, a FOLHA relata três histórias de homens que, por amor, dedicam atenção e carinho tanto aos filhos biológicos quanto a outras dezenas de crianças.
Pai de um casal - um garoto de 10 anos e uma adolescente de 15 - o professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Osvaldo Coelho Pereira Neto, há dois anos e meio é voluntário na ONG Viver, organização londrinense que dá apoio a cerca de 240 crianças e adolescentes portadores Câncer. Seu desejo de contribuir surgiu há 15 anos. Alguns anos mais tarde, o professor decidiu que iria ''levar mais alegria para a vida dessas crianças''. Começou como estagiário, aprendeu a lidar com as dificuldades e, depois, foi convidado a atuar com a recreação das crianças. ''Tiramos todos os brinquedos da prateleira, jogos, carrinhos, bonecas e materias para pintura nos quartos. Aí é a maior diversão. Estar ao lado delas é uma delícia.''
Embora a satisfação seja evidente, o voluntário detalha que é preciso ter disposição e amor para trabalhar com as crianças. ''Nem sempre elas estão sorridentes e ativas, como qualquer criança da idade delas. Algumas vezes, elas estão tristonhas e aí é preciso usar todo o dom que temos para conseguirmos um sorriso. Quando isso acontece, não existe presente maior'', conta Pereira Neto, admitindo que procura ser, sim, um paizão para as crianças que, muitas vezes, chegam à ONG carentes de atenção. ''O que queremos é proporcionar a elas um local agradável para ficarem enquanto fazem o tratamento e por isso, assim como um pai faria, não poupo esforços.''
Carinho de pai confirmado pelo pequeno Gustavo Waldemar Rodrigues, 10, de Ribeirão Claro (PR). ''Ele é meu terceiro paizão. Mesmo quando estou meio desanimado por causa da doença, ele me faz sentir mais feliz. O tio é muito brincalhão.''

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