No último Dia dos Pais, pelo menos duas famílias da região passaram pelo susto de encontrar o tanque de concreto tombado sobre seus filhos. Com apenas um ano e nove meses, o pequeno Vitor Hugo sofreu uma laceração no fígado e precisou passar vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica depois de tentar subir no tanque. Nem a mãe, Aline Aparecida da Silva, de 16 anos, nem a avó, Maria Aparecida Siqueira, sabiam da necessidade de se fixar o tanque. ''Onde a gente mora tem bastante gente, e é tudo barraco. Quando eu comprei já tinha o tanque solto'', contou Maria Aparecida, moradora do Jardim São Jorge (Zona Norte). Aliviada com a melhora do neto, a dona-de-casa disse que já providenciou a fixação do tanque.
Já o repositor de mercadorias Anderson de Oliveira Lima, de São Sebastião da Amoreira, até já tinha pensado em prender o tanque a uma parede, mas, com planos de ampliar a casa, ainda não tinha decidido o local exato. ''Minha mulher foi chamar as crianças para tomar banho quando o vizinho veio correndo dizer que o tanque tinha caído em cima do Gabriel. Encontramos o irmãozinho dele de seis anos tentando levantar o tanque'', narrou.
Com ferimentos no fígado e pâncreas pequeno Gabriel, de 4 anos, passou pelo hospital da cidade e o de Cornélio Procópio até chegar ao HU de Londrina, onde também passou pela UTI. ''Já pedi para o meu sogro prender bem preso, para não acontecer de novo.'' Lima comentou que nunca tinha ouvido falar em casos como esse. ''Não sabia que era tão comum. Vou avisar o pessoal da minha cidade para que (o acidente) não ocorra em outras casas.'' (A.I.)

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