Pais de alunos do Colégio Estadual Professora Olympia Moraes Tormenta, no Conjunto Semíramis Braga (zona norte de Londrina) reclamam da violência na escola e de que seus filhos estariam sendo ameaçados por outros alunos. Segundo a denúncia, alguns adolescentes até iriam para a sala de aula com revólveres nas mochilas e ligariam para colegas ameaçando-os de morte.
''Soube de três alunos que foram à escola com armas, e, todo dia, tem briga em frente ao colégio. Esta violência começou de umas semanas pra cá'', disse a mãe de duas meninas que estudam no colégio, que pediu para não ser identificada, por medo de represálias. Ela disse que não tem permitido que as filhas vão à escola. ''Se precisam entregar alguma tarefa, eu mesma vou. Essa situação tem que ser resolvida'', afirmou a mãe.
Outro pai de aluno, Ademir Aparecido Feitosa, contou que, na noite da última segunda-feira, ligaram para sua casa e ameaçaram seu filho de morte. ''Ele não foi à aula hoje (ontem). Na semana passada, um grupo de cinco alunos espancou outro menino na frente do colégio, com pedaços de ferro. Meu filho não gostou, pediu para pararem, e os outros invocaram com ele'', disse Feitosa.
O diretor da escola, Antônio Marcos Gonçalves, repudia todas as acusações e diz que as brigas na escola ''são normais''. ''Nunca pegamos nenhum aluno na escola com drogas ou armas. Só uma vez um deles portava um pedaço de ferro'', apontou Gonçalves. Segundo ele, nesse caso não foi espancamento. ''O aluno nem ficou com hematomas e o pai não quis dar queixa'', afirmou. Segundo ele, a escola é segura e não há problemas de violência. ''Não podemos trabalhar com suposições e seria bom esses pais provarem o que dizem'', disse o diretor.
Ademir Feitosa disse que não pretende recorrer ao Núcleo Regional de Ensino, mas apenas por enquanto. ''Acho que isso deve ser discutido internamente. Mas, se a situação continuar assim, vou tirar meu filho desta escola'', afirmou Feitosa.
O delegado do 5º Distrito Policial (DP), Jorge Barbosa, afirma que o colégio nunca foi sede de grandes ocorrências. ''Nunca recebemos denúncias que os alunos portavam armas ou traficavam drogas'', garantiu o delegado.

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