Pais denunciam creche por suspeita de rotavírus
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de agosto de 2001
Emerson Dias<BR>De Foz do Iguaçu 
Uma creche particular de Foz do Iguaçu foi acusada de descaso por não informar pais e nem as autoridades sanitárias sobre a suspeita de crianças contaminadas pelo rotavírus. Uma menina de apenas 11 meses foi internada depois de passar mal enquanto era mantida na escolinha.
Drielly Isis Bini Pires foi levada ao Hospital Costa Cavalcanti depois de apresentar um quadro de diarréia aguda e vômitos frequentes. Segundo a mãe, Chrystine Viana Bini Pires, os sintomas apareceram na tarde de quinta-feira, quando ela e o marido Everaldo Pires, 23, buscaram o bebê na Creche e Pré-Escola Evangélica. Quando pegamos a menina ela estava pálida. As roupas extras estavam molhadas porque as funcionárias tinham lavado a sujeira sem nos avisar, disse Chrystine, lembrando que o médico pediatra Fausto Mariano confirmou a infecção por rotavírus e indicou total repouso e reidratação com soro. O pai de Drielly disse estar inconformado com o fato e que não vai deixá-la na creche. Até trazermos nossa filha para o hospital, ela vomitou pelo menos oito vezes, comentou Everaldo.
Uma das proprietárias, Maria Aparecida Lopes, negou que houvesse descaso no atendimento e disse que iniciou a desinfecção prevista em casos como este. Tivemos apenas dois casos confirmados. Vamos lavar todo o prédio durante o final de semana para voltar a atender as crianças, comentou Maria.
Pelas determinações da Vigilância Municipal de Saúde, as crianças devem ser isoladas e o prédio desinfectado logo aos primeiros sinais de contaminação por rotavírus, como aconteceu na Creche Municipal Celeste Sottomaior, sediada no bairro AKLP, região norte da cidade. Na última quarta-feira, o local foi interditado depois que 26 casos da doença foram registrados na creche (foram 20 crianças e seis funcionários). Todas as 105 crianças atendidas pela entidade foram liberadas e devem voltar à escolinha somente amanhã.
Como o rotavírus é altamente contagioso e o período de incubação dura no máximo sete dias, os médicos indicam total repouso e isolamento aos doentes. A infecção mais aguda atinge as vias respiratórias e provoca febre alta, dores abdominais, diarréia, vômito e desidratação, podendo levar o doente à morte.


