Pais de Evandro choram com a nova interrupção
Pais de Evandro choram
com a nova interrupção
O cancelamento do julgamento dos três dos sete acusados pela morte de Evandro Caetano frustrou o funcionário público Ademir Batista Caetano e a dona de casa Maria Ramos Caetano, pais do menino. Os dois esperavam que os réus fossem condenados, o que poderia reverter a decisão do júri que inocentou Beatriz e Celina Abagge, acusadas de encomendar o ritual de magia negra para melhorar a situação financeira das empresas da família. As duas foram inocentadas em abril do ano passado, mas a promotoria pediu anulação do julgamento.
Após a decisão do juiz Marco Antonio Antoniassi, Maria chorou. Segundo o advogado Edson Stadler, que representa a família, a decisão do juiz de cancelar a prisão domiciliar dos acusados serviu de consolo para os pais da vítima. Agora se restabeleceu a questão de direito. Agora, eles vão ter pressa de ser julgados, disse. Para Stadler, a defesa protelava o julgamento porque os dias que os réus passavam em casa seriam descontados de uma possível pena. A defesa estava retardando o julgamento, afirmou.
O advogado de defesa, Álvaro Borges Júnior, considerou como absurda a decisão de Antoniassi. É o maior absurdo do mundo, disse. Um juiz singular (de 1ª instância) revogar uma determinação do Superior Tribunal de Justiça do Paraná. Para Borges Júnior, a decisão deve ser revista.
O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Sydney Zappa, não quis comentar a questão. Foram atitudes do juiz e a ele cabe justificá-las, disse. O juiz, que trabalha na 2ª Vara Cível, foi procurado pela Folha, mas não foi encontrado. (J.A.)





