Pais de estudantes reivindicam transporte
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domingo, 24 de abril de 2005
Vera Barão<br> Reportagem Local 
Caminhar entre dois a quatro quilômetros diariamente para tomar um ônibus tem sido a rotina de alunos do ensino médio, residentes na região da Estrada Água da Cegonha (Zona Sul), que estudam em Londrina. Sem o benefício do transporte escolar, os adolescentes têm de andar cerca de dois quilômetros para tomar o ônibus da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que faz a linha do Patrimônio Regina. Outra alternativa, porém pior, é a caminhada de quatro quilômetros até à PR 445 para embarcar no ônibus da empresa Frangovig, que passa pelo patrimônio Selva.
A dificuldade de locomoção atinge pelo menos 15 estudantes alguns deles estão fora da sala de aula por esse motivo. Maria Lúcia Cauzino, 16 anos, concluiu a 8 série em 2003 e diz que não está estudando por falta de transporte. ''Ela teria que andar pelo menos 6 quilômetros por dia, sem contar que fica caro para a gente mantê-la na escola e pagar o transporte'', conta a mãe Cleide Gardin Cauzino.
A adolescente ressalta ainda que os horários de ônibus são problemáticos. O ônibus que faz a linha do Patrimônio Regina passa às 6h40, 12h40 e depois só às 19h30.''Se você perde um, não tem como chegar a tempo''. Outra estudante, Carina Zanon, 17 anos, é levada todos os dias pelo pai até o ponto de ônibus. ''Além de gastar com o passe, gastamos com a gasolina até o ponto'', reclama a mãe dela, Lúcia Zanon.
''Se tivéssemos o transporte gratuito para as crianças seria ótimo, mas se não for possível pelo menos a linha de um desses dois ônibus (patrimônios Selva e Regina) deveria ser alterada. O que não podemos é ficar sem locomoção'', complementa Lúcia. No caso de transporte escolar, não haveria problema com o horário, segundo ela, porque a maioria dos alunos estuda pela manhã.
A secretária municipal de Educação Carmem Baccaro Sposti disse que tomou conhecimento do problema e encaminhou uma equipe até a região para ver o que pode ser feito. No caso de alunos do ensino médio, a secretaria municipal não é obrigada a fornecer o transporte, mas Carmem adianta que verificará a viabilidade. ''Estou aguardando o levamento feito pela diretoria administrativa'', comenta ela, lembrando que, por lei, a secretaria é obrigada a fornecer o transporte escolar para o ensino fundamental. ''Esse nós já fazemos, entramos nos sítios e fazendas para buscarmos os alunos, mas neste caso do ensino médio não é de nossa responsabilidade, mas às vezes é possível dar corbetura'', completa.
Em relação a eventual alteração em uma das duas linhas de ônibus existentes TCGL ou Francovig a diretora de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rosimeire Suzuki Lima, informa que a reivindicação dos alunos e moradores chegou na última sexta-feira ao seu conhecimento. ''Vamos pedir para uma equipe ir ao local esta semana, e analisar a demanda e distância para vermos qual a possibilidade de alterarmos uma das duas linhas. Essa pode ser uma alternativa'', explica


