Érika Pelegrino
de Londrina
Os pais de crianças portadoras de lesões labiopalatais de Cambé (13 km a oeste de Londrina) marcaram uma reunião com o secretário municipal de Saúde do município Antônio da Silva Freitas, para discutir o fechamento do Centro de Atendimento Especializado aos Portadores de Lesões Labiopalatais de Londrina, o Centrinho, mantido pela Associação de Fissurados de Londrina (Afilon). A entidade atendia 500 pacientes de 54 cidades, sendo 41 de Cambé.
A Afilon comunicou oficialmente os pais sobre o fechamento no último sábado, alegando que as dívidas acumuladas nas administrações anterires inviabilizaram o funcionamento do Centrinho. Hoje a entidade tem uma dívida de R$ 200 mil com o Tribunal de Contas e com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), além de dívidas com ações trabalhistas e contas de água, luz, telefone, aluguel de imóvel e salários atrasados.
O secretário de Cambé afirmou ontem que ainda não tem dados sobre quais as reivindicações que os pais de Cambé irão fazer, mas adiantou que o município irá colaborar de alguma forma. ‘‘Este é um problema muito sério e não poderemos ficar à margem’’, afirmou.
O prefeito de Ibiporã, Antônio Nadir Bigati (PMDB), disse que a notícia do fechamento do Centrinho foi uma surpresa, mas chegou a propor que cada município beneficiado repasse um valor por paciente.
Segundo o advogado do Centrinho, Wilson Sella, esta é a única forma hoje de se atender os pacientes. ‘‘Estamos estudando a possibilidade de se passar o atendimento para outra associação mantenedora, mas desde que cada município pague os custos de seus pacientes’’, afirmou
Bigati afirmou que hoje, durante reunião administrativa com seu secretariado, irá pedir um levantamento de quantos pacientes de Ibiporã eram atendidos no Centrinho. ‘‘Este é um trabalho sério e é muito importante que continue’’, afirmou.

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