Pais de bebê morto contestam laudo do IML
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sexta-feira, 07 de outubro de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os advogados dos pais do bebê de sete dias que morreu supostamente vítima de abuso sexual em julho em Curitiba, contestam o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML). Eles contrataram três médicos pediatras e um especialista em medicina legal, que não assinou o novo laudo, e apresentaram uma nova análise atestando que a criança morreu de uma doença rara. Com base nisso, a defesa de Nilson Moacir Oliveira Cordeiro, 33 anos, e Any Paula Fasollin, 29 anos, pediu que a Justiça recomende que o IML faça nova autópsia.
''Os médicos fizeram o novo parecer com base em fotos e relatórios dos médicos que atenderam a criança na maternidade. As fotos mostram a criança quatro horas antes da morte e puderam ser ampliadas'', explicou o advogado do casal, Luciano Cesconetto. O novo laudo, segundo o advogado, mostra que não havia fissura nenhuma no ânus do bebê, o que comprovaria que não foi abuso sexual.
O diretor do IML, Helio Bonetto, afirmou que não vai bater de frente com os advogados. ''O IML, a seu tempo, quando for chamado na Justiça, vai esclarecer. Não vamos criar polêmica'', rebateu. ''O que tem valor é o laudo do IML'', completou. Bonetto afirmou que mais de cinco especialistas fizeram o laudo e têm convicção do resultado. O diretor do IML afirmou que os médicos pediatras que emitiram o novo laudo são competentes, porém sem experiência em medicina forense.


