Pais de assassino acusam advogado
Luciana Pombo
De Curitiba
Os pais de Edson Faria autor confesso do assassinato do empresário Miguel Siqueira Donha, presidente do diretório municipal do PPS em Almirante Tamandaré e diretor da Corretora Banestado denunciaram ontem que o advogado Leonel Siqueira, secretário executivo do partido, ofereceu dinheiro e benefícios à família de Faria para a apresentação dele em Curitiba.
De acordo com eles, Siqueira teria prometido dinheiro, advogado e cestas básicas em troca da apresentação voluntária do mecânico ao Ministério Público, com o acompanhamento do PPS. Fitas pequenas com o teor das propostas foram entregues ontem ao delegado Fauze Salmen, titular da Delegacia de Homicídios e responsável pelo inquérito. Eu confiei na promessa deles e eles me abandonaram, afirmou Marinalva Faria, dona de casa e mãe de Edson Faria, de 19 anos.
Nas gravações, um policial civil identificado como Marcos tenta convencer os pais de Edson Faria que a apresentação para a Polícia Civil poderia representar um risco. Eles falaram várias vezes que ele morreria. Que seria assassinado, declarou José Carlos Nunes, padrasto de Faria. As fitas cassetes foram recolhidas pelo delegado e serão encaminhadas para a análise de autenticidade. O responsável pela degravação será o perito aposentado Ari Fontana, o mesmo que está fazendo o trabalho de autenticidade na fita supostamente gravada com a traficante Shirley Aparecida Pontes.
O advogado e o policial falaram para os pais que era melhor para o garoto se ele dissesse que o crime foi político. Isto está na fita. O Edson estava escondido na casa, ouviu tudo e resolveu inventar a história, concluiu o delegado Fauze Salmen, da Delegacia de Homicídios.





