Pais cobram agilidade na apuração de acidente
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2003
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá Os pais das vítimas do acidente ocorrido no último dia 18, na BR-376, em Ponta Grossa, estão se mobilizando para garantir mais agilidade no inquérito policial que investiga a causa do acidente e os responsáveis. Morreram no acidente 10 pesssoas, sendo nove funcionários da empresa Vivo de Telefonia Celular e o motorista e proprietário da Van em que viajavam. Os funcionários voltavam de uma festa de confraternização, em Curitiba. O motorista perdeu o controle do veículo e bateu de frente com uma carreta. Os indícios são de que o acidente foi provocado pela lama que havia na rodovia, consequência de um rompimento em uma adutora da Sanepar.
De acordo com a empresária Ilda Graziano, mãe de Flávia Morales Graziano, uma das vítimas, as famílias querem que o acidente não seja esquecido e que o responsável seja identificado. ''O acidente não pode ser considerado uma fatalidade pura e simplesmente, é preciso encontrar os responsáveis porque se a pista não estivesse com lama o motorista não teria perdido o controle da Van'', desabafou. Segundo ela, até agora nem a Rodonorte concessionária responsável pela trecho nem a Sanepar se manifestaram junto às famílias das vítimas.
Ilda isentou o motorista da Van, Joaquim Ferreira de Melo, de qualquer responsabilidade. Segundo ela, era um dos melhores profissionais de Maringá. ''Eu tenho certeza que a culpa não foi dele, e sim da lama que tinha na rodovia e da falta de sinalização na pista'', disse.
Conforme Ilda, os pais dos nove funcionários pretendem fazer um apelo nas emissoras de rádio de Ponta Grossa aos motoristas da região para que compareçam na Delegacia de Ponta Grossa e prestem depoimentos sobre as condições da pista no momento do acidente, por volta das 4 horas da madrugada. O inquérito que apura a causa do acidente está tramitando no 4º Distrito de Ponta Grossa. A delegada responsável, Araci Carmem Costa, está em férias e retorna no dia 20.
Ilda explicou ainda que os familiares devem tentar uma audiência com o governador Roberto Requião (PMDB) para pedir-lhe apoio na cobrança de uma investigação séria e rápida.
Além do motorista, morreram Flávia Morales Graziano, Robson Fernando Costa, Carlos Eduardo da Silva, Angela Godoy, Wilson Ribeiro dos Satnos, Marcos César Castanharo, Leaquim do Prado Júnior, Rodrigo dos Santos e Senji Nioshi Júnior.


