Orgulhoso, o casal Jeferson e Marlene Camacho não desgrudou da filha Sara nos minutos que antecederam a prova do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na tarde de ontem. Com uma câmera de vídeo, Jeferson gravou cada segundo da filha que aos 16 anos prestou seu primeiro vestibular, como treineira, para arquitetura. ''Não tenho noção nenhuma do que me espera'', disse Sara, que no próximo ano pretende voltar a Londrina para fazer a prova ''pra valer''.
A família mora em Ilha Solteira (SP), mas os pais são londrinenses. ''Somos formados pela UEL, inclusive fizemos a prova do vestibular aqui mesmo no CCH'', recordou Marlene, referindo-se ao Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH) onde Sara realizou a prova.
Tiago Oliveira Miyashiro, 17, também viajou de Ilha Solteira a Londrina para tentar uma vaga na faculdade de biologia. É o primeiro vestibular do estudante que está prestes a se formar no colegial. ''Estou tranquilo e espero passar porque a UEL está entre as melhores faculdades de biologia do País.''
Depois de abertos os portões, muitos pais acompanharam os filhos até as salas e permaneceram lá até às 14 horas, quando o acesso aos locais de prova foi proibido. Este ano, em todo o campus, apenas Marcelie Priscila de Oliveira Rosso, 18, chegou atrasada. Por apenas um minuto ela perdeu a chance de tentar uma vaga no curso de ciências biológicas. ''A gente passa o ano inteiro estudando e por um minuto eles não deixam entrar'', reclamou a estudante de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), que chegou a rasgar a inscrição, aos prantos.
Ela disse aos fiscais que não sabia o horário certo dos ônibus que levavam ao campus e que se atrapalhou com o horário de verão. Na tentativa de ajudá-la, um rapaz invadiu o corredor do CCH, mas foi impedido por um dos fiscais para não ser preso.
Passada a confusão, a prova transcorreu tranquila até a saída dos primeiros vestibulandos. Luiz Felipe Rondina, 17, foi o primeiro, às 15h40. Para ele, o exame foi cansativo e a prova de química, uma das mais difíceis. Vindo de Piraju (SP), Luiz inscreveu-se no curso de direito, como treineiro. ''Fui mais ou menos'', afirmou.
Diego Fuentes Aguilera, 18, também achou a prova difícil. ''Só vim mesmo porque paguei a inscrição'', assinalou o estudante, que veio de Piracicaba (SP) em busca de uma vaga no curso de economia. ''Se não passar tento de novo no próximo ano.''
Viviane Pauline Schmoler, 21, veio de Faxinal tentar um lugar na faculdade de farmácia, mas acha que não conseguirá passar para a segunda fase. ''Foi difícil discernir as questões porque eles dificultam bastante, além disso não há tempo suficiente para ler tudo'', opinou.
Segundo o reitor em exercício Cezar Caggiano Santos, 60% dos vestibulandos eram paranaenses. Para ele, com o novo processo de avaliação, a UEL espera diminuir o número de redações corrigidas e acelerar a divulgação dos resultados. ''Dos mais de 25 mil concorrentes, apenas 12 mil devem passar à próxima fase'', previu.
Segundo o coordenador da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops), Silvano César da Costa, estarão aptos a participar da segunda fase os estudantes que acertarem 30% das questões. ''Eles serão chamados conforme a ordem de classificação e o número de vagas do curso.'' Ao todo são oferecidas 3.050 vagas para 25.451 inscritos. O curso de medicina integral é o mais concorrido, com 55,3 candidatos/vaga, e o de matemática matutino é o menos concorrido, com 2,72 candidatos/vaga. As provas da segunda fase englobam conhecimentos específicos e redação e ocorrem de 10 a 12 de dezembro.

GABARITO DA PROVA

1-A
2-D
3-B
4-D
5-D
6-D
7-B
8-C
9-E
10-A
11-C
12-D
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15-A
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32-D
33-A
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35-B
36-E
37-E
38-D
39-A
40-E
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43-B
44-A
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46-B
47-C
48-C
49-B
50-E
51-B
52-E
53-C
54-A
55-C
56-C
57-D
58-A
59-E
60-A

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