Os pais do estudante e auxiliar de serviços gerais, G.B.T., 14 anos, registraran queixa ontem contra a Polícia Militar de Londrina. Eles acusam dois soldados da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), de atirarem no menor enquanto este fechava o portão de casa. O comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) negou a acusação dos familiares.
O incidente ocorreu perto das duas horas de ontem, na Rua Santa Maria, Jardim Santa Terezinha (zona leste). De acordo com o técnico em eletrônica José Benedito Tibães, 45, pai do adolescente, a família estava assistindo televisão durante a madrugada, quanto o filho foi fechar o portão. ''Só ouvi o grito do menino. Quando saímos pela porta da sala, vimos nosso filho no chão com um furo na virilha'', disse Tibães.
Segundo o pai, os dois policiais da Rone foram ao local mas não teriam atendido o menor. ''Perguntei se eles tinham atirado em meu filho, mas nem se preocuparam em responder'', afirmou a mãe do garoto, Idelzita Batista Tibães, 42. O estudante foi levado ao Hospital Evangélico, onde passou por cirurgia. Até o final da tarde de ontem, seu quadro era estável.
O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Rubens Guimarães, disse que havia recebido um relatório em que os soldados apresentavam outra versão. ''Eles em patrulhamento, quando várias pessoas passaram correndo e atirando contra a viatura. O menor ferido foi encontrado uma hora depois, a cerca de mil metros do local dos disparos'', informou, destacando que vai aguardar a denúncia da família para avaliar se haverá necessidade de abertura de um inquérito policial militar. ''Vamos analisar o caso com critério e ver o que aconteceu.''

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