Pais acabam cedendo à vontade dos filhos
Mãe de filhas gêmeas de 17 anos, Kátia Lopes sabe muito bem que dentro de casa o diálogo é essencial. ''Elas sabem que até os 18 anos eu sou a responsável por elas e por isso nem tudo que elas querem é permitido'', afirma. E em relação ao piercing, Kátia diz que não foi diferente. ''Em casa, piercing é um assunto que já conversamos várias vezes. Elas queriam muito colocar no umbigo, mas eu não permiti. Não acho que uma jóia irá deixá-las mais bonitas'', explica.
No entanto, as irmãs contaram com uma ajudinha para conseguirem a permissão dos pais. ''Nós fomos em uma festa e acabamos sendo premiadas com um piercing e a aplicação. Depois de muita conversa, minha mãe acabou deixando com a condição de ser na orelha'', conta Bruna, que adorou o novo acessório. ''A maioria das minhas amigas tem piercing e eu sempre achei bonito'', ressalta Jéssica, que também exibe um novo visual agora.
Kátia conta que também fez questão de acompanhá-las na hora de colocarem o piercing. ''Quis ter certeza que o local era devidamente higienizado'', afirma.
Na casa de Kayke Honorato, de 14 anos, a história foi a mesma. Decidido a perfurar a língua, Kayke conversou com os pais, que acabaram cedendo à vontade do garoto. ''Deixamos porque se nós o proibíssemos, daqui um tempo ele acabaria colocando. Tem um amigo dele que colocou escondido da família. Esse era nosso maior medo'', conta a mãe, Carla, que acredita que esta seja apenas uma fase da adolescência. ''É bem provável que daqui um tempo ele mesmo enjoe e queira tirar o piercing. Eu, particularmente, acho horrível, ainda mais nessa idade. Ele é muito novo para isso'', ressalta.





