Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Depois de quase quatro meses de trabalho, o artista plástico cearense Antonio Soares concluiu nesta semana a restauração de um tronco de ipê com 26 metros de comprimento por até dois metros de diâmetro que narra, em um conjunto de esculturas entalhadas na madeira, a história de São Miguel do Iguaçu (45 km a nordeste de Foz do Iguaçu). O trabalho custou R$ 4,7 mil.
Desde a confecção do painel, no início da década de 80, a obra não havia passado por qualquer processo de conservação. ‘‘A ação do sol, da poeira e da umidade provocou grandes rachaduras e queda de pedaços das peças, que tive de preencher com madeira de ipê nova’’, conta Soares, de 45 anos, escultor há 20. Depois da restauração, o tronco recebeu uma cobertura impermeabilizante de verniz com filtro solar.
O tronco está exposto na praça da igreja matriz – cujo padroeiro é São Miguel –, em uma das margens da BR-277, rodovia de acesso a Foz do Iguaçu. ‘‘A obra se tornou uma atração para quem passa por aqui com destino a Foz’’, diz a coordenadora da Secretaria Municipal de Cultura, Leilaine Dorigon.
O painel sintetiza a história de São Miguel do Iguaçu desde a colonização. A restauração faz parte do Projeto Memória, que pretende resgatar a história do município, criado há 37 anos. Do ipê – árvore nativa da região –, foram cortados apenas os galhos. Tronco e raízes foram mantidos. Segundo Soares, que vive na cidade há dois anos, a obra restaurada terá que passar por um processo de manutenção anual.

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