Eufóricos, orgulhosos e alegres, muito alegres. Foi assim que os alunos do Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece) e do Instituto Comunicar e Crescer ficaram ao prestigiar o resultado de seus trabalhos afixados na parede de uma obra na Gleba Palhano (Zona Sul de Londrina). Vinte e dois painéis que buscam retratar a influência do homem sobre a natureza, pintados por esses alunos, além de outros da Apae e da APS Down, estão expostos na obra do Edifício LÉssence, localizado entre as Ruas Caracas e Antonio Pisicchio.
A iniciativa dos trabalhos partiu de um convite que a Construtora Plaenge fez às entidades, convocando os alunos a retratar como eles observam algumas regiões de Londrina onde existem inúmeros edifícios. O convite, aceito de imediato e com muito entusiasmo, resultou em obras ''maravilhosas'', como a própria aluna Bárbara Palma, 17 anos, do Instituto, disse. ''A gente adora pintar'', reforço o comentário, empolgada.
Ao ver seu quadro afixado na parede, Gilmar Ferreira Silva Alves, 25, do Ilece, aponta os detalhes da obra: ''Aqui é o Lago Igapó. É um lugar tão bonito que serve de exemplo para o nosso Brasil, para nossa Londrina. Aqui eu pintei as árvores, a terra, os carros andando na Avenida Higienópolis e as pessoas de bicicleta.'' A professora do departamento de Artes do Ilece, Luiza Sella, contou que Gilmar possui uma memória visual ''muito boa'' e que surpreende os professores pela atenção que tem nos detalhes. ''Ele vê coisas que a gente até esquece. Assim como os outros, ele adora pintar, mas sempre acaba percebendo alguma coisa diferente'', disse.
Prédios também fazem parte da obra de Gilmar, que disse que o quadro servirá de exemplo para quem constrói os edifícios. ''É para contribuir com eles. Para cuidar do lago'', comentou.
A presidente do Instituto, Silvia Crusiol, disse que o trabalho resultou num projeto na entidade, onde os alunos discutiram a questão da preservação ambiental. ''Eles assistiram um filme que mostrava um rio poluído. Então eles resolveram pintar um rio sujo e outro limpo para mostrar a diferença dos dois. É uma atividade muito boa, em que podemos trabalhar diversos aspectos positivos ao mesmo tempo com eles'', comentou.
Enquanto posavam para uma foto em frente de um dos quadros com a imagem de uma mão segurando uma flôr, os comentários eram vários: ''Eu pintei uma praça cheia de flores''; ''pintei um rio sem nenhuma poluição'' e por fim, o aluno Lincon Nakagawa, 15 anos, completou: ''somos uma semente e da semente nasce a árvore que deixa tudo ainda mais bonito''.

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