Paiçandu arrenda hospital municipal
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de outubro de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Marcos Negrini
UrgênciaO Hospital Municipal São José foi inaugurado em dezembro e já precisa de reformas; para o prefeito Jonas Eraldo de Lima, arrendamento foi a melhor saída
Um grupo de 22 médicos de diversas especialidades vai assumir o Hospital Municipal São José, que foi arrendado por seis meses pela Prefeitura de Paiçandu (10 quilômetros de Maringá). O hospital tem 43 leitos e foi inaugurado em dezembro do ano passado, mas não chegou a fazer internações por falta de equipamentos. Os médicos que venceram a licitação se comprometem a fazer o atendimento de urgência e emergência e internações pelo SUS, além de reformar o prédio, que já apresenta rachaduras, e equipar todo o hospital.
Foi a melhor saída para o município, afirma o prefeito Jonas Eraldo de Lima (PTB). Ele explica que existe um compromisso do governo federal, através do programa ReforSus, de repassar R$ 350 mil para equipar o hospital. No entanto, o dinheiro ainda não foi liberado, o que deve ocorrer até o final do ano. Depois que as verbas forem repassadas ao município, explica Lima, o contrato com o grupo de médicos será revisto.
Sem equipamentos, o hospital foi transformado em um pronto atendimento 24 horas, o que vinha gerando muitas despesas e pouco retorno em termos de atendimento. O prefeito explica que o município recebe um repasse mensal de R$ 29 mil do Estado para investir em saúde, mas vinha gastando R$ 80 mil para manter o pronto atendimento. São oito médicos de diversas especialidades que se revezavam, mas são poucos pacientes para manter a estrutura que foi montada, diz Lima.
Pelo arrendamento, o município se compromete a repassar para o grupo de médicos as 187 Autorizações de Atendimento Hospitalar (AIHs) que Paiçandu tem direito por mês. Além da demanda de pronto atendimento pelo SUS. Em média, o outro hospital da cidade, particular, atende 150 pacientes por mês.
O posto de saúde do município, explica Lima, ficará responsável pelo atendimento de ambulatório. Com o arrendamento teremos condições de melhorar os serviços prestados inclusive a pacientes de fora, garante. Em média são atendidos 80 pacientes de municípios vizinhos.
O prefeito lembra que, quando o hospital foi inaugurado, a comunidade não queria a privatização. Os moradores foram contra por acreditar que o município teria como assumir o atendimento, mas sem ajuda não existem condições financeiras, afirma. Ele diz que com o arrendamento, serão mais especialidades à disposição dos usuários, garantia de atendimento pelo SUS e equipamentos que permitem a internação de pacientes.
Lima explica ainda que vários grupos se interessaram pelo arrendamento, mas apenas o que está assumindo o hospital apresentou proposta. Depois dos seis meses teremos ainda condições de rever o contrato. Se o hospital estiver equipado com o dinheiro do ReforSus, o município terá um atendimento adequado e deve receber pelo arrendamento, garante. O hospital reabre dia 20 de dezembro.


