O empresário Osni Noronha, de 54 anos, acusado de ter matado seus dois filhos e o cunhado, está preso na Central de Triagem de Curitiba. Ele se entregou na Delegacia de Homicídios no dia 24, acompanhado pelo advogado Reinaldo Araújo Sniecikoski, que o representa. Em seu interrogatório, Noronha alegou legítima defesa. Ele declarou que teria atirado contra Fernando Pilatti, de 20 anos - uma das vítimas - porque este teria apontado uma arma para ele. Sobre a morte dos filhos, Lucas, de 4 anos, e Maria Clara, de 2 anos, Noronha disse que não teve a intenção de feri-los. Teria disparado tiros e esmo, num ambiente escuro, e tido conhecimento da morte das crianças apenas no dia seguinte.
Osni Noronha é acusado de ter atirado, no dia 16, contra Carla Pilatti, de 24 anos - mãe das crianças e com quem se relacionava há oito anos - contra os dois filhos, a sogra Eloni Maria Welter, de 46 anos, e o cunhado, Fernando Pilatti. As crianças foram levadas para o hospital mas não resistiram e morrem no mesmo dia. Fernando Pilatti foi atingido no abdome e morreu no dia 24, no Hospital Evangélico. Carla não foi ferida e Eloni foi atingida de raspão por um tiro na cabeça. Ele estava sendo procurado pela polícia desde o dia do crime.
Segundo o delegado Osni Machado, da Delegacia de Homicídios, Noronha vai responder inquérito por três homicídios, enquadrados como crime hediondo, e por lesões corporais. Ele acredita que Noronha se entregou porque não tinha mais saída. ‘‘Ele sabia que havia um mandado de prisão contra ele e uma ação policial planejada para prendê-lo’’, disse. O inquérito deve ser concluído na segunda-feira e encaminhado ao Poder Judiciário. O delegado Machado disse que, apesar de Noronha ter alegado legítima defesa, as evidências apontam para um crime de execução. ‘‘Estamos reunindo as provas, que indicam homicídios próprios e qualificados.’’

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