O andarilho João Maria Prestes do Santos, 36 anos, ainda não conseguiu o direito de ter de volta a posse do filho, William, de 8 anos. O menino, que vivia com ele pelas ruas, foi abrigado há cerca de 50 dias num lar de menores de Campo Mourão pelo Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente.
Há 15 dias, Santos fez um protesto enchendo a frente do conselho com cartazes pedindo a volta do filho. Ele chegou a passar uma noite no local.
‘‘O seo João não está se ajudando’’, lamenta a presidente do conselho, Marisa Eliete do Nascimento. No dia em que ele fez o protesto, Santos conseguiu mais do que chamar a atenção. Ele conseguiu um emprego no Sindicato dos Ensacadores e até um abrigo para ficar com o filho, em Araruna (19 km ao norte de Campo Mourão). Era tudo o que a Vara da Família, Infância e Adolescência exigia para que ele tivesse o filho de volta.
Santos, no entanto, não chegou a ficar três dias no emprego. Ele se desentendeu com outros abrigados, implicou com a comida e voltou a Campo Mourão. Nos últimos três dias, ele não apareceu mais no Conselho Tutelar. O filho dele continua no Lar do Menor Dom Bosco.
Dizendo ser um ‘‘aventureiro’’, Santos chegou a Campo Mourão no início de maio. Ele tem família em Cascavel, mas veio de Itajaí (SC). William foi levado ao abrigo de menores pelo Conselho Tutelar no dia 14 daquele mês, depois de haver denúncia de que o menino andava pedindo esmolas pela cidade.
Ele nunca foi à escola. Segundo Marisa, existe a perspectiva da criança ficar com a avó materna, que foi localizada em Cascavel.

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