Pai não lembra ter estuprado filhas
James Alberti
De Curitiba
O homem acusado de estuprar três filhas, uma delas excepcional, afirma que estava bêbado quando mantinha as relações sexuais. Ele é comerciante e diz não lembrar dos crimes, revelou ontem o delegado Plínio Gomes Filho, de Clevelândia. O delegado é responsável pelo caso e participou ontem da divulgação do exame de DNA que confirmou que uma das meninas, de 19 anos, teve um filho gerado em um dos estupros. Ela era forçada a manter relações com o pai desde os 13 anos. Apesar de ser filho e neto do mesmo homem, a criança não tem problemas de saúde, afirmou o delegado.
Apenas as iniciais dos nomes do comerciante e das filhas foram divulgadas, para preservar as vítimas: as dele, são E.F.S., 50 anos. As delas, S.S.S., 19 anos, A.S.S., 15 anos, e B.S.S., 11 anos. Os estupros aconteceram na localidade de Mariópolis, no município de Clevelândia, Sul do Estado. O acusado era proprietário de um bar e está preso desde julho deste ano, quando o caso foi denunciado pela filha mais velha, justamente a que teve o bebê. Noiva e prestes a casar, ela descobriu que estava grávida do próprio pai. Só então procurou a polícia.
Segundo Gomes Filho, foi assim que descobriu-se que o comerciante estuprava as outras duas filhas, de 15 anos e 11 anos. A de 15 anos é deficiente mental. Os laudos do peritos do Instituto de Criminalística do Paraná confirmaram os estupros, com 99,9999% de confiabilidade. Se for condenado, o comerciante pode pegar de oito a 20 anos de prisão. Isso se conseguir escapar da vingança dos demais presos. Uma espécie de código de honra reina nos presídios e estupradores geralmente são violentados e mortos pelos companheiros. Por esse motivo o comerciante não foi transferido para cadeia de Pato Branco, onde os presos ameaçaram matá-lo. Ele está isolado em uma cela na cadeia de Clevelândia. Os exames são feitos em parceria com o laboratório Frischamnn-Aisengart.





