James Alberti
De Curitiba
O mecânico Edinel Alessandro Batista, 22 anos, confirmou ontem ter participado de três assassinatos durante o final de semana passado, ratificando a versão do caminhoneiro Luiz Franzon, 40 anos, pai da namorada do mecânico. Os dois confessaram ter matado Paulo César Pires, 22 anos, e Adeilton Brás dos Santos, 18 anos, acusados de estruprar a filha do caminhoneiro e uma amiga. As duas, de 14 e 13 anos, respectivamente, voltavam da escola quando foram atacadas, há cerca de dois meses. A filha de Franzon era noiva de Batista. O mecânico se apresentou com advogado, prestou depoimento e foi liberado.
Batista e o caminhoneiro afirmaram, porém, que não queriam matar o avô de Santos, José Manuel dos Santos, 65 anos. Ele tentou defender o neto e foi morto a tiros por um dos dois homens que acompanhavam Franzon e Batista. Preso em flagrante na terça-feira de manhã, o caminhoneiro disse que matou os dois jovens porque eles ameaçavam estuprar novamente sua filha e a polícia não tinha feito nada.
O primeiro a ser morto foi Pires, no sábado. Ele foi pego pelo caminhoneiro e o futuro genro por volta das 18 horas. Antes da execução, o caminhoneiro levou o jovem até sua casa e confirmou se era a pessoa que tinha cometido o estupro. ‘‘É esse?’’, perguntou para a filha. ‘‘Sim’’, respondeu ela. De carro, Pires foi levado até o bairro em que morava Santos, para indicar a casa onde o rapaz morava. Depois, foi executado à meia-noite e abandonado na estrada de Nova Tirol, a 17 quilômetros do centro de Piraquara.
No domingo, o caminhoneiro e o mecânico contrataram dois homens, ainda não identificados pela polícia, para ajudá-los. Os quatro foram à casa de Santos para sequestrá-lo. Foi quando o avô do jovem reagiu e foi morto por um dos dois homens. Santos foi executado numa casa no Jardim Ipê, em São José dos Pinhais. Os dois vão ser enquadrados por homicídio, sequestro, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

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