Pai e filho enfrentam o mesmo drama
Pai e filho enfrentam o mesmo drama
A falta de água traz problemas sérios para qualquer família, principalmente as mais carentes ou as que passam por dificuldades econômicas temporárias.
A água é tudo na casa. Sem ela fica difícil viver, diz Valdir Francisco Rodrigues, de 49 anos, morador do Conjunto Hilda Mandarino (zona norte de Londrina), que por várias vezes teve o fornecimento de água suspenso. Desempregado, pai de oito filhos cinco moram com ele , Rodrigues tenta se adaptar às dificuldades. Quando consigo trabalhar, arrumo um dinheiro para pagar a conta. Mas nem sempre dá. Tenho que dar comida antes para a minha família, diz.
O filho de Valdir, o serralheiro Márcio Franscisco Rodrigues, de 20 anos, também desempregado, passa pela mesma dificuldade na casa vizinha ao do pai no Hilda Mandarino. Saio atrás de emprego, não consigo, e quando volto para casa, para piorar, não tem água. Fica mais difícil ainda.
O serralheiro afirma que já está há cinco meses sem pagar a conta de água. Tudo dá uns R$ 130,00. A conta do mês é de R$ 38,00. Francisco mora com a esposa, mais três adultos e duas crianças. Quando a água é cortada, a família tenta se arrumar de qualquer jeito. Para cozinhar emprestamos dos vizinhos. Já para tomar banho vamos na casa de parentes que moram por perto, explica.
Franscisco diz que foi chamado recentemente pela Sanepar para fazer um acordo sobre a dívida. Qual acordo que vou fazer se não tenho dinheiro?, pergunta o serralheiro.
Outra saída utilizada pelos inadimplentes é também irregular, mas soluciona o problema enfrentado. Com a retirada do lacre do hidrômetro, a ligação de água volta a ser estabelecida no imóvel. Já quando a Sanepar retira por completo o hidrômetro, muitos realizam uma ligação clandestina diretamente da rua. (M.D.B.)





