O segurança Cláudio Celino dos Santos, morador do Conjunto José Belinati (zona norte) e responsável por H.E.C.S, de três anos, depositou R$ 350,00 na conta do menino para evitar que Inês permanecesse presa durante o final de semana.
Mesmo sendo o autor do processo que provocou a prisão da desempregada, Cláudio disse que a medida judicial foi muito dura no caso. ‘‘Achei que ela seria apenas intimada para se justificar. As grades não foram feitas para o ser humano’’, disse o segurança, enquanto mostrava o comprovante do depósito feito na última sexta-feira.
Segundo Cláudio, Inês continuou presa durante o final de semana porque o cartório quis cobrar R$ 352,00 para cobrir as custas do processo. ‘‘Pago o dinheiro do meu filho, mas não dou dinheiro para o cartório. Outra pessoa terá que fazer isso’’.
A guarda da criança ainda está tramitando na Justiça. Os R$ 50,00 mensais deveriam ser depositados em juízo para que o menino retirasse aos 21 anos. ‘‘Levei o caso até o fim depois que ela e a cunhada disseram que não daria em nada. O dinheiro não é para mim, é para o futuro do meu filho’’, afirmou Cláudio, que vive com a criança, a atual esposa e outros dois filhos.

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