Luis Carlos Leão, pai do garoto Luis Paulo, que morreu carbonizado dentro de um veículo no último domingo, disse ontem que um extintor que foi usado para apagar o incêndio não funcionou. O equipamento pertencia à Welington Aparecido Gomes, dono do bar que fica na parte da frente da casa da vítima, no Jardim Santa Joana. O comerciante tentou conter as chamas mas não teve êxito, porque o equipamento não lançou o jato de pó como deveria.
''O Welington disse que correu para apagar o fogo mas o extintor não acionou'', apontou Luiz Carlos. O equipamento tinha sido comprado há cerca de seis meses. A validade, como consta no rótulo, acaba em novembro de 2006.
Welington afirmou que o ponteiro do relógio mostrador indicava que o equipamento estava cheio. Ele afirmou que seguiu corretamente as instruções de uso. Mesmo assim, ''só saiu o ar''. ''Se tivesse funcionado, acho que o garoto teria mais chance. Ele sairia com queimaduras mas teria uma chance de sobreviver'', acredita.
Luiz Carlos adiantou que, assim que se restabelecer do choque de ter perdido o único filho, deverá pedir uma perícia no equipamento. ''Se tivesse funcionado, tenho fé em Deus que teria sido diferente'', disse.
A direção da empresa fabricante do aparelho, com sede em Londrina, informou que não foi procurada pelo comprador do equipamento e que só irá se pronunciar quando houver uma solicitação formal.

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