Kraw PenasOta, com a foto do filho: prisão perpétua para crimes hediondosMassataka Ota, pai de Ives Ota, o menino assassinado por seus sequestradores em agosto de 1997 em São Paulo, está desde ontem em Curitiba para o lançamento oficial do ‘‘Movimento Paz e Justiça’’ no Paraná. Preocupado com o processo que julga o segurança Adelino Donizete Esteves e os policiais militares Sérgio Eduardo Pereira de Souza e Paulo de Tarso Dantas, acusados do crime, Ota defende a implantação da prisão perpétua em casos de crimes hediondos.
‘‘Estou no Paraná porque a receptividade e a solidariedade foram boas. Vou levar este movimento para todo o Brasil’’, disse ontem o comerciante. Hoje, Ota deve fazer um pronunciamento na Assembléia Legislativa para defender a expulsão dos PMs da corporação e o julgamento pela Justiça comum.
Ota quer ainda reunir assinaturas para interferir na revisão do Código Penal, em análise no Congresso Nacional. ‘‘Estamos criando um exército silencioso e atuante, confirmando a insatisfação com a legislação vigente no Brasil’’, declarou. O assassinato de Ives teve repercussão nacional. O corpo do menino foi encontrado enterrado, num quarto, debaixo do berço da enteada de um dos sequestradores.

mockup