Curitiba Depois de 15 horas, o pai-de-santo Osni Noronha acusado de matar Fernando Pilatti e os dois filhos foi condenado pelo 2º Tribunal de Juri de Curitiba a 52 anos de prisão. O julgamento terminou na madrugada de ontem. Foi uma revisão da primeira condenação de Noronha, ocorrida em 2002, quando a Justiça determinou pena de 54 anos e oito meses de reclusão. Como a pena foi acima de 20 anos, ele teve direito a um novo julgamento. Agora, não cabe nova apelação do réu, conforme informou o juiz do 2º Tribunal de Júri Rogério Etzel. ''Exceto se tiver alteração no processo, o que acho difícil de acontecer.''
Noronha foi condenado pelo assassinato dos filhos Lucas Raziel Pilatti Noronha, 4 anos, e Maria Clara Pilatti Noronha, 2 anos, e de Fernando. Ele também teria tentado matar Elone Maria Walter, mãe de Carla Pilatti, com quem ele manteve relacionamento extra-conjugal durante oito anos. O crime aconteceu no dia 16 de dezembro de 1998.
No julgamento de ontem foram ouvidas sete testemunhas (quatro de acusação e três de defesa) em metade do tempo do julgamento anterior, que durou dois dias. Dessa vez, todos os depoimentos foram gravados em sistema digital, o que agilizou o processo, segundo o juiz. O advogado de Noronha, Matheus Gabriel Rodrigues de Almeida, informou à Folha que vai entrar com pedido de revisão do processo amanhã.

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