Rafael de Oliveira, a 92 vítima fatal da violência em Londrina este ano, foi sepultado no final da tarde de ontem. O jovem, de 20 anos, foi baleado na nuca num latrocínio na boate The Bar, no Parque das Indústrias (Zona Sul), na madrugada da última quinta-feira. Rafael foi transferido em coma para o Hospital Evangélico e sua morte cerebral foi confirmada na sexta.
Ontem à tarde, no velório na Acesf, o pai de Rafael, Edualdo de Oliveira (proprietário da The Bar), manifestou a vontade de se unir a outras pessoas que tiveram entes queridos assassinados para organizar protestos e cobrar providências da Polícia ante a criminalidade. ''Quero colocar meu telefone à disposição: 321-3537. Quem quiser me procurar será bem-vindo. As vítimas da violência precisam se unir para que a bandidagem não tome conta da cidade'', afirmou Oliveira.
O pai de Rafael reafirmou as críticas que havia feito às autoridades locais. ''Está mais do que na hora desse delegado novo colocar ordem na cidade. Com tantos casos de violência, o do meu filho é mais um. (a Polícia) Precisa abraçar essa causa com muita vontade para colocar esses vagabundos na cadeia'', afirmou Oliveira.
O corpo de Rafael foi encaminhado para o velório na noite de sábado. Antes, Edualdo de Oliveira havia se recusado a doar os órgãos do filho. ''Quando me consultaram (sobre a doação), eu ainda tinha muita esperança que houvesse alguma reação, que Rafael voltasse a viver. Então, neguei'', disse Oliveira. Rafael foi sepultado no Cemitério São Pedro, por volta das 17 horas.

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