Página faz alerta sobre prostituição
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terça-feira, 31 de março de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoExploraçãoMembros do Conselho Tutelar de Cascavel conversam com grupo de meninas exploradas sexualmenteUma página na Internet está chamando atenção para a exploração sexual e outras formas de violência contra crianças e adolescentes brasileiros, principalmente no Paraná. O idealizador da página é o deputado Irineu Colombo (PT), de Medianeira (75 km a oeste de Cascavel), que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa que investigou a prostituição infantil no Estado. Colombo diz que está utilizando a Internet para chamar atenção para a gravidade do assunto.
O deputado, que integra o Comitê Paranaense de Combate à Exploração do Trabalho Infantil, informa que no Paraná há sete mil menores (meninas e meninos) prostituídos e no Brasil são 500 mil, na faixa de 7 anos a 14 anos. Colombo começou a investigar a prostituição infantil em 95, depois de denúncias de casos em Foz do Iguaçu, inclusive com tráfico de adolescentes para Ciudad de Leste, no Paraguai. Em Cascavel, há relatos de casos de meninas prostituídas naquela cidade, em troca de pequenas quantias.
O Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Cascavel registra anualmente cerca de 250 casos de prostituição infantil, além de ocorrências de estupro e assédio sexual. Os casos de agressão física, praticados inclusive pelos pais, apresentam número superior. Segundo Colombo, a prostituição infantil tem origem na situação de miséria e desagregação das famílias.
O deputado afirma que muitos aliciadores atraem meninas do interior para centros maiores com promessa de emprego. Geralmente como modelo fotográfico ou manequim, ou então como babás. Ele acrescenta que o Unicef - Fundo da Organização das Nações Unidas para a infância - aponta que anualmente mais de um milhão de crianças caem na rede da exploração sexual.
Na página na Internet há informações sobre a forma de operação do tráfico, nomes de pessoas investigadas e leis e projetos que visam coibir a exploração infantil. Os internautas também são convidados a fazer doações aos fundos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente. As doações podem ser feitas com dedução no Imposto de Renda.


