Pagamento em dia derruba preço de escola
Governo paga sem atrasos e consegue economia de até 30% na construção de escolas do Programa de Qualidade Total
Da Redação
DivulgaçãoCronograma adiantadoA Escola João Kopko, de Campo Mourão, uma das obras construídas com financiamento do Banco Mundial, com economia nos custos O governo do Paraná conseguiu uma economia média de 30% na construção das escolas do PQE (Programa de Qualidade no Ensino Público do Paraná). O programa é financiado pelo governo estadual e pelo Bird (Banco Mundial), que aceitavam pagar até R$ 400 pelo metro quadrado de cada escola. Mas, segundo o engenheiro Kimio Azuma, coordenador de obras da Fundepar, órgão responsável por contratar as construções, esse mesmo metro quadrado custou em média R$ 300. ‘‘É quase o preço de custo das obras’’, diz o engenheiro.
De acordo com a direção da Fundepar, a economia foi possível porque o governo não atrasou a sua contrapartida de recursos para o pagamento das obras. ‘‘O pagamento saiu rigorosamente em dia e isso permitiu não apenas a economia como também o cumprimento do cronograma de obras’’, confirma o engenheiro.
Todo projeto financiado pelo Bird exige contrapartida da parte beneficiada. O banco só libera seus recursos quando o beneficiário do financiamento já disponibilizou sua parte. No Paraná, essa norma foi seguida rigorosamente. O PQE financiou a construção de 66 escolas no Estado, o que significou um investimento de R$ 60 milhões. Desse total, metade foi repassada pelo Bird e a outra parte pelo Tesouro Estadual.
Para a construção das 66 escolas, o governo fez sete licitações. Segundo a Fundepar, quando as construtoras perceberam que o pagamento das obras não sofreria atrasos, cresceu a procura de empreiteiras interessadas pelas licitações, o que acabou derrubando os preços. O próprio cronograma de obras foi adiantado em cerca de um ano. A construção das escolas estava prevista até o ano que vem. Todas já foram concluídas.
O PQE tem quatro módulos. A expansão da rede física é um deles. A direção da Fundepar afirma que com a construção das 66 escolas, o governo praticamente acabou com a demanda reprimida por salas de aula no Estado. ‘‘O que pode haver ainda são algumas necessidades pontuais’’, dizem técnicos da fundação.
Os técnicos dão dois exemplos. Em Almirante Tamandaré foram construídas cinco das 66 escolas. ‘‘Na cidade, nós conseguimos acabar com um problema de extrema carência de salas de aula’’, afirmam. Outro exemplo é Guarapuava, onde foram erguidas três escolas. Segundo a Fundepar, há 20 anos o governo não construía uma escola pública no município.
Apesar de mais baratas, as escolas financiadas pelo PQE incorporam os últimos conceitos em arquitetura para escolas, uma exigência do Bird para financiar o programa.
A direção da Fundepar lembra um item do projeto que, por exigência do Bird, precisou ser mudado. O banco proibiu a instalação de caixas d’água em fibra de cimento. Segundo o Bird, essas caixas soltam partículas que podem provocar câncer. Por isso, foram consideradas inadequadas para fazer parte de um programa financiado pelo banco e pelo governo do Paraná.

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