A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina pode abandonar a idéia de padronização dos táxis da cidade. Ontem pela manhã, um grupo, formado por 15 taxistas insatisfeitos com as propostas de mudanças, entregou ao presidente da CMTU, Wilson Sella, abaixo-assinado com 246 assinaturas. Sella prometeu se reunir novamente com o presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antônio Pereira da Silva, que apóia a padronização, para, em seguida, relizar uma assembléia e acatar a decisão da maioria dos taxistas.
''Não podemos tocar uma idéia se houver grande resistência; se a maioria for contrária, abandonaremos a proposta de padronização'', afirmou Sella. A proposta da CMTU, prevista em lei municipal, é que, a partir de julho, todos os táxis que começarem a operar em Londrina e os carros que forem sendo substituídos sejam da cor prata. A meta é que até 2008 toda a frota tenha a cor padrão, definida há 60 dias numa reunião.
Para facilitar a identificação dos táxis, a companhia ainda estuda a colocação de adesivos com a inscrição ''táxi'' e a utilização da bandeira de Londrina no capô dos automóveis. A CMTU argumenta que a padronização dos veículos facilitará a vida dos usuários, garantirá a segurança dos taxistas, além de auxiliar a fiscalização das Polícias e CMTU e conferir ao serviço uma certa organização.
Já os contrários comentam que a padronização é desnecessária e representaria um alto custo para a categoria. ''Além disso, o veículo estará desvalorizado na hora de trocar'', argumentou o taxista Antônio Teixeira Maciel, que está na profissão há 36 anos. Ele disse que o sindicato não realizou uma consulta ampla com a categoria sobre o assunto. ''O Pereira (Antônio Pereira da Silva, presidente do sindicato) foi muito infeliz ao decidir um assunto sem consultar a classe.''
Pereira afirmou que as pessoas estão ''vendendo'' uma idéia diferente da proposta. ''Ninguém precisará pintar imediatamente o veículo na cor prata. Somente o taxista que adquirir um novo automóvel terá que comprá-lo na cor padrão'', argumentou. Ele também questionou a lista de nomes contrários à padronização. De acordo com ele, não foram apenas donos de táxis que assinaram o abaixo-assinado.''Motoristas auxiliares, que não têm nada a ver com a discussão, colocaram o nome na lista.'' Segundo Pereira, 50 dos 350 táxis que compõem a frota de Londrina já estão na cor prata.

mockup