Padronização de táxi ainda é polêmica
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terça-feira, 01 de julho de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
A padronização dos táxis em Londrina voltou a ser discutida ontem entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e representantes do Sindicato dos Taxistas, mas continua longe de ser objeto de consenso. A CMTU pediu que seja feita uma assembléia para resolver o impasse, mas tanto os motoristas favoráveis quanto os contrários à medida se recusam a promover o encontro. A proposta em discussão é que os novos táxis que entrarem em circulação na cidade sejam da cor prata, assim como os carros que forem substituídos.
No início de maio, um grupo de taxistas entregou à CMTU um abaixo-assinado contra a padronização, com 246 assinaturas. A legitimidade do documento foi contestada pelo presidente do sindicato, Antônio Pereira da Silva, que alegou que muitas assinaturas não pertenciam a proprietários de táxis e alguns nomes eram frios. O diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti, diz que a informação foi apurada e que, de fato, metade das assinaturas não podiam ser levadas em conta.
O taxista Antônio Teixeira Maciel, que organizou o abaixo-assinado, afirma que ''foi tudo feito de forma muito correta e, se houve algum erro, não foi proposital''. Ele sustenta que a padronização vai trazer prejuízo financeiro aos taxistas, e que por isso a maioria deles é contra. ''Naquela reunião (em maio), ficou bem claro que a CMTU queria uma assembléia. Quem tem que convocar é o sindicato, nenhuma associação dá ao presidente o direito de tomar decisões pelos outros'', criticou.
Por sua vez, o líder do sindicato afirmou, mesmo após a reunião de ontem, que não pretende convocar a assembléia. ''As pessoas que não apoiam a padronização que provem que são maioria. Eles estão vendendo uma idéia errada, a medida não vai prejudicar ninguém'', defendeu. De acordo com Pereira, nenhum táxi terá de ser pintado, já que a padronização será obrigatória apenas para os carros adquiridos após a medida entrar em vigor. Ele destacou ainda que cerca de 50 táxis da cidade já seguem o padrão. Em algumas cidades do Estado como Curitiba, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, as frotas já são padronizadas.


