Um público calculado em 40 mil pessoas compareceu ontem ao campo do Coritiba para ver e ouvir os padres Zezinho e Zeca, que estão correndo o Brasil com o show ‘‘Jesus Cristo 2000’’.Curitiba foi a quarta capital a receber o espetáculo. A turnê completa prevê 27 capitais. A Rede Vida de Televisão transmitiu a festa ao vivo em rede nacional.
Padre Zeca, que é o ídolo da moçada carioca, disse à Folha que embora a necessidade da pregação do Evangelho seja uma constante através dos tempos, assume agora um caráter especial, devido aos conflitos que estão surgindo em todo o mundo. ‘‘A paz que queremos anunciar não é uma ideologia, é uma pessoa que é Cristo. Ele é a nossa paz. Isso não é uma coisa utópica, é uma coisa presente’’.
Sobre o massacre ocorrido num colégio dos Estados Unidos, Padre Zeca considerou que isto é um reflexo de uma sociedade que tem ‘‘o coração vazio, que prega valores bastante contrários aquilo que pode trazer a felicidade ao coração do homem. Valores que se baseiam só no consumismo, materialismo’’.
Na estrada desde 1964, Padre Zezinho confessa ter tido influências de outros pregadores. Ele não foi o primeiro a se encontrar com as massas, mas se tornou um dos pioneiros. A diferença principal daquele tempo para os dias de hoje é que agora a igreja e o povo aceitam a música como cultura.
Padre Zezinho disse que na época não se tinha descoberto ainda uma linguagem que chegasse aos jovens, que eram muito mais resistentes à evangelização que hoje. ‘‘A música foi essa linguagem; depois foi quebrada a resistência. Tanto que estou há 35 anos fazendo isso’’. Não só cantando como também vendendo: comenta-se que são cerca de 6 milhões de discos distribuídos em cinco idiomas e 40 países. Além dos 65 livros.

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