Padre Lino: 50 anos de serviços à igreja
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domingo, 30 de julho de 2006
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A comunidade nipo-brasileira, da Paróquia Imaculada Conceição, reuniu-se, ontem de manhã, para comemorar o Jubileu de Ouro do padre Lino Stahl. Cerca de 200 fiéis assistiram à missa celebrada pelo homenageado, com participação especial do arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, do hemérito Dom Albano Cavallin e do bispo auxiliar Dom Lanza.
Jesuíta de formação, padre Lino é um dos poucos missionários incumbidos da disseminação do catolicismo entre os descendentes de japoneses na Região Sul do país. No Paraná, além de Londrina, ele atua em Arapongas, Cambé, Colônia Lorena e Tamarana. Em Santa Catarina ele atende em Frei Rogério (perto de Curitibanos), e no Rio Grande do Sul trabalha em Porto Alegre, Ivoti e Itati.
A ligação deste pároco com a colônia nipônica começou em agosto de 1949, quando ele chegou ao Japão junto de outros dois seminaristas. Entre idas e vindas, o jesuíta viveu mais de 10 anos do outro lado do mundo. Quando noviço, meu sonho era trabalhar com os índios da Amazônia, mas a Igreja conduziu-me a outra missão. No início, minha maior dificuldade foi entender uma cultura totalmente diferente da nossa e, ao voltar para o Brasil, foi convencer meus colegas da importância de trabalhar nossa religião com outros povos, detalhou.
Em 50 anos de sacerdócio, padre Lino viveu também na Alemanha - onde foi ordenado em 1956 - e nos Estados Unidos. Há 24 anos, sua base é Londrina, onde deve permanecer nos próximos anos, conforme assegura. Depois das homenagens e da missa da manhã de ontem, padre Lino Stahl recebeu o título de cidadão honorário, na Igreja Rainha do Universo, no Parque Alvorada (Zona Oeste).
Família - Sétimo entre 10 filhos do casal Ema e Francisco Stahl, o religioso descobriu sua vocação ainda na infância. Ontem, na missa que o homenageava, estavam presentes Herta Dier e Frida Weisler, duas de seus três irmãos vivos. Elas integravam o grupo de 20 parentes que viajaram 11 horas de ônibus para partilhar a alegria do Jubileu.
Entre os familiares também compareceram os sobrinhos do pároco, Helena Werlang, Lídia Tombini e Wolfgang Stahl, que garantem que o exemplo do tio é uma honra e satisfação imensa para a família. Ele não sabia que vínhamos. Esperava somente as irmãs. Nossa chegada foi uma emoção, afirmaram. Para homenagear o religioso, eles entoaram a canção Um dia escutei teu chamado.


