Padre é preso suspeito de desviar dinheiro
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Guarapuava Um padre e outras três pessoas foram presas na quarta-feira em Guarapuava (Centro-Sul) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acusados de desvio de dinheiro destinado a obras na Diocese da cidade.
A operação denominada Sacrilégio apurou que o grupo teria se reunido para desviar recursos do Setor de Obras da Mitra Diocesana, órgão responsável pelas construções da Igreja Católica no município. A prisão temporária, válida por cinco dias, foi decretada pela Justiça de Guarapuava.
"A investigação começou após uma denúncia anônima e aponta para o uso de notas frias e superfaturadas, além de pagamento através de recibos frios", revelou o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti. "A perícia vai apurar a autenticidade dos documentos", completou.
Foram expedidos também sete mandados de busca e apreensão, cumpridos nas residências dos investigados, no escritório do Setor de Documentação da Mitra e nas dependências de uma empresa, que seria a responsável pela emissão das notas frias. O Gaeco informou que diversas outras pessoas também foram convocadas para prestar declarações.
Entre os presos, além do padre, que era o responsável pelas obras da Diocese, está um comerciante, que teria fornecido as notas, e os outros dois auxiliavam na fraude. "A sequência das investigações vai apontar em quais condições aconteceu a participação do padre. A realidade mostra que o dinheiro estava saindo e que as obras eram superfaturadas", frisou Batisti.
Segundo a investigação, os desvios estariam acontecendo há dois anos e ainda não foi possível quantificar o valor do prejuízo.
Em nota, assinada pelo bispo Diocesano d. Antônio Wagner da Silva, a Mitra Diocesana de Guarapuava informou que "está colaborando com as investigações, esperando que os fatos sejam totalmente elucidados, em havendo provas, que sejam responsabilizados os envolvidos, embora acredite e espere que tais fatos não passem de denúncias caluniosas". A operação contou com apoio dos demais núcleos do Gaeco no Paraná.


