Um padre foi preso no início da noite de anteontem em Londrina sob suspeita de corrupção de menores. Ele é ex-pároco da Matriz de Santo Antônio, em Marília (SP), onde teria mantido relacionamento amoroso com duas irmãs adolescentes durante um ano e meio.
O delegado que realizou a prisão não foi localizado pela reportagem. Segundo informações do jornal Diário de Marília, o assédio teria se iniciado no ano passado, quando as irmãs tinham 15 e 16 anos, e perdurado até o início deste ano. O caso teria sido descoberto pelo pai das adolescentes, que denunciou à Delegacia de Defesa da Mulher e à Diocese de Marília. Ele teria entregado e-mails, cartas e fitas telefônicas com conversas do padre com suas filhas.
Com base nas denúncias, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília pediu a prisão temporária do padre no último dia 7 e anteontem ele foi preso em Londrina por uma equipe de policiais de Marília auxiliados por investigadores locais. Ele estaria na cidade desde quarta-feira à noite, escondido na casa de um amigo. O padre foi levado ainda na sexta-feira para Marília e de lá transferido para a Cadeia Pública de Gália (SP).
Um funcionário da Cúria da Igreja em Marília, que não se identificou, disse que o padre chegou na cidade em 2003 e trabalhou na Matriz até o final do ano passado. Ele seria transferido para São Paulo mas acabou seguindo para Presidente Prudente (SP), para cuidar da mãe. ''De vez em quando saíam boatos (envolvendo o padre) mas nada foi comprovado nem nenhuma denúncia foi feita'', afirmou o funcionário, destacando que a transferência não teve ligação com os boatos. A Cúria ''espera a averiguação dos fatos e a versão do padre para fazer um juízo certo da situação''.
O padre, que nasceu em Londrina, é o único de descendência armênia do Brasil. Conforme o Diário de Marília, aos 15 anos ingressou no seminário e foi ordenado padre em 1994. Cursou as faculdades de psicologia, filosofia e teologia. Fez pós-graduação em filosofia no Brasil e foi para Roma, na Itália, onde fez especialização em teologia oriental. Morou no exterior durante dois anos e voltou ao Brasil em 1997.

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