O padre Marco Túlio Simonini, de 51 anos, foi detido na noite de ontem (6), suspeito de molestar uma menina de sete anos no Thermas de Londrina, localizado na Estrada do Limoeiro (Zona Leste). Ainda na tarde de hoje, o advogado do padre, Abraham Lincoln, custeado pela família do sacerdote, protocolou no Fórum de Londrina um pedido de relaxamento da prisão por entender que não houve delito. Ele permanece detido do 2º Distrito Policial, em uma cela especial, e pode ser transferido para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) 2, onde também deverá ocupar uma cela especial, já que possui curso superior. O advogado aguarda uma resposta a respeito do pedido de relaxamento da prisão para amanhã à tarde.

O crime
Segundo informações do capitão Ricardo Eguedis, da Polícia Militar, ao Portal Bonde, funcionários do estabelecimento teriam acionado a polícia por volta das 19h50, após testemunharem o padre passar a mão na genitália da criança.

Simonini foi encaminhado à 10ª subdivisão Policial (SDP), onde foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável, cuja pena é de reclusão de oito a 15 anos. O crime se caracteriza pela prática de qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos.

Em entrevista coletiva realizada nesta tarde, o reitor do Seminário Paulo VI, Padre Rafael Solano, informou que apesar de Simonini morar no local, ele está afastado das atividades sacerdotais desde julho de 2010 por problemas de saúde e depressão.

Em nota enviada à imprensa, o reitor lamentou o crime. "Soube ontem (domingo), por volta das 23h40, quando a irmã do padre Marco Túlio Simonini foi até o Seminário Paulo VI, onde o sacerdote morava, comunicar que seu irmão havia sido conduzido preso à 10ª Subdivisão Policial, acusado de ter molestado sexualmente uma menina menor de idade. Sentimos o acontecido e esperamos as providências da Justiça", comentou Solano.

Ainda conforme o padre, "nunca ninguém tinha acusado o padre de algum tipo de agressão nem física muito menos moral dessa índole". "Ele é meu irmão padre, conheço suas atitudes, sei que é um homem que procura Deus e verdadeiramente compreendo que a família que o acusou deve estar bastante ferida, mas pelo que conheço do padre Marco Túlio eu sei que ele não teria essas atitudes de agredir uma criança", completou Solano, que se comprometeu a levar os medicamentos ao padre, na prisão, para que ele dê continuidade ao seu tratamento de saúde.

Com informações do Portal Bonde e da repórter Michelle Aligleri.

(Atualizada às 19h12)

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