Nova Cantu O padre de Nova Cantu (120 km ao sul de Campo Mourão) João Batista Rodrigues, 38, disse em depoimento à polícia acreditar que as denúncias que vem sofrendo de assédio sexual possam ser perseguições pelo fato dele comandar a demolição da antiga paróquia da cidade para a construção de um templo mais moderno.
Rodrigues, que foi acusado por quatro meninos entre 11 e 13 anos de abuso sexual, prestou depoimento ao delegado de Ubiratã, Joaquim Antônio Figueira, que investiga as denúncias. O depoimento foi acompanhado pela promotora de Campina da Lagoa, Vilma Leiko Kato, que recebeu a primeira denúncia contra o padre, no mês passado.
Rodrigues disse que é inocente e negou que tenha realizado qualquer tipo de abuso sexual contra meninos de Nova Cantu que frequentavam a casa paroquial. Por motivos de segurança, o padre foi afastado da paróquia após as denúncias. Havia receio de que ele pudesse ser agredido. Segundo as denúncias, ele fazia carícias íntimas nos meninos.
O delegado que preside o caso pediu mais prazo para concluir o inquérito. Ele alegou que precisa ouvir mais pessoas para terminar as investigações. O prazo foi concedido pelo MP. Até agora, mais de 30 pessoas, entre meninos e seus pais, além de membros da igreja da Nova Cantu, foram ouvidos. A maioria inocenta Rodrigues.
O padre João Batista estava há cerca de três anos na paróquia de Nova Cantu. Ele foi um dos principais defensores da demolição do velho templo de madeira da paróquia Nossa Senhora de Fátima. O assunto se tornou polêmico porque era a última igreja ainda de madeira existente na região. O templo foi desmanchado há três meses.

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